Atualizado 23/05/2018

Caminhoneiros autônomos começam paralisação nas rodovias de SC

Petrobras tem reajustado o diesel e a gasolina diariamente nas refinarias com a alta no preço internacional do petróleo

Imagem Ilustrativa
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    Caminhoneiros fazem protestos nesta segunda-feira (21) contra o aumento no valor do diesel. A última alta diária ocorreu na sexta-feira (18), quando a Petrobras elevou os preços do diesel em 0,80% e os da gasolina em 1,34% nas refinarias. Foi o 5º reajuste diário seguido. A escalada nos preços acontece em meio à disparada nos preços internacionais do petróleo.

 

    A Petrobras diz que as revisões podem ou não refletir para o consumidor final – isso depende dos postos.

 

    Segundo a Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), o preço médio do diesel nas bombas já acumula alta de 8% no ano.

 

    No início da manhã havia atos em pelo menos nove Estados: Santa Catarina, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Veja a seguir a situação em cada um deles:

 

Santa Catarina

 

    A semana começou com paralisação de caminhoneiros autônomos em Imbituba, no Sul de Santa Catarina. Os motoristas estão parando os caminhões na SC-437 em frente às Malhas Ferju, embaixo de um viaduto por onde passa o fluxo da BR-101. Os manifestantes ainda colocaram fogo em pneus nos dois lados da rodovia, de forma que a fumaça chegava até a BR-101. A Polícia Rodoviária Federal ainda não tinha detalhes da ocorrência e de outros locais onde haviam manifestações.

 

    O movimento foi convocado pela Associação Brasileira dos Caminhoneiros deve ter adesão pontual em Santa Catarina, principalmente na região do Litoral Norte, em Itajaí e Navegantes; na Serra, em Lages; no Oeste, em Xanxerê e em Maravilha; e, possivelmente, também no Norte do Estado, em São Francisco do Sul. A mobilização nacional é motivada pelos seguidos aumentos no preço do diesel e quer pressionar o governo federal a atender uma série de reivindicações da categoria.

 

    Por se tratar de uma paralisação de autônomos — trabalhadores que têm seus próprios veículos e prestam serviços sem a intermediação de transportadoras — as adesões são pulverizadas e sem liderança formal. Em Navegantes, por exemplo, o Sindicato de Transportadores Autônomos de Cargas de Navegantes (Sinditac) emitiu uma nota sobre a paralisação, cujo ponto de encontro será no pátio posto Santa Teresa, no Km 11 da BR-470.

 

    Já em Maravilha, Conforme o vice-presidente da Cooperativa Catarinense de Transporte de Cargas (Coocatrans), a orientação é para que os motoristas não trabalhem. Ao longo do dia pode haver uma reunião que decidirá outras ações em relação ao movimento.

 

    — É uma necessidade parar. Não temos como absorver mais aumentos e não temos como aumentar nossa margem de ganho, já que todos os produtores também estão enfrentando dificuldades. A nossa única alternativa, então, é pressionar pela redução do custo do combustível —justifica.

 

    Com base em São Miguel do Oeste, o caminhoneiro Junior Bonora participou das paralisações em 2015 e acredita que o momento é favorável para a mobilização, mas que seria necessária a adesão de outros setores da sociedade para haver resultados.

 

    — O valor do frete impacta no preço de tudo que a população consome, mas se o caminhoneiro para a estrada, acaba sofrendo as consequências sozinho — lamenta.

 

    A mobilização nacional dos caminhoneiros pede a redução da carga tributária sobre o diesel. O setor reivindica que a alíquota de PIS/Pasep e Cofins seja 'zerada' e a isenção da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). Os impostos representam quase a metade do valor do diesel na refinaria. Segundo eles, a carga tributária menor daria fôlego ao setor, já que o diesel representa 42% do custo da atividade.

 

    O aumento é resultado da nova política de preços da Petrobrás, que repassa para os combustíveis a variação da cotação do petróleo no mercado internacional, para cima ou para baixo. Nos últimos meses, porém, o petróleo tem apresentado forte alta - na semana passada, chegou a bater na casa dos US$ 80 o barril, valor que não registrava desde novembro de 2014.

 

    A reivindicação dos caminhoneiros é apoiada pelos donos de postos de combustíveis, que dizem estar perdendo margens com os aumentos de preços. Segundo o presidente da Fecombustíveis, Paulo Miranda Soares, o setor vai sugerir ao governo a redução dos impostos sobre os combustíveis e também que a Petrobrás faça o reajuste em intervalos maiores.

Fonte: Redação WH Comunicações, com informações do G1 e Diário Catarinense
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