Atualizado 03/08/2018

Grêmio e Flamengo empatam em primeiro jogo das quartas de final da Copa do Brasil

Os times vão em igualdade de condições para o Maracanã

Imagem Ilustrativa
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    O preparo físico do Grêmio é parte importante do sucesso do time desde 2016. O jeito envolvente de jogar tendo a bola e se movimentando todo tempo exige uma aptidão física sempre perto do auge, e tem sido assim desde dois anos atrás. Por isso, restou inexplicável ao leigo por que o Grêmio, que poupou todos os titulares domingo em Chapecó, terminou o jogo contra o Flamengo na Arena correndo menos do que o adversário, que jogou com os titulares no mesmo domingo, só que em casa.

 

    Há o correr certo e o correr errado, é verdade. Houve a perda de Everton, que significou ao Grêmio perder toda sua verticalidade. Responsabilize-se também o Flamengo e suas bem-sucedidas trocas no ataque no segundo tempo para envolver o Grêmio e, enfim, empatar a partida no último lance dos acréscimos. Porém, dando todos os descontos devidos, o torcedor saiu do estádio com esta sensação incômoda e a pergunta sem resposta: por que meu time correu menos do que o visitante e cedeu tanto campo nos últimos 20 minutos do segundo tempo?

 

    No primeiro tempo, o Flamengo já tinha sido levemente superior ao Grêmio durante dois terços dos 45 minutos. Levou o gol, inclusive, quando o Grêmio recém saía da meia-pressão flamenguista. Cícero e Maicon escaparam com sua alternância do cerco do meio-campo do Flamengo, chutaram no gol e tudo. Antes, Marcelo Grohe fizera duas defesas difíceis em chutes de Marlos Moreno e Rodinei. O gol do Grêmio é fruto de uma construção linda envolvendo todo time, especialmente Ramiro e Léo Moura na dobradinha pelo lado direito.

 

    Após o 1x0, o Grêmio enfim foi melhor do que o rival, veio o intervalo. Mesmo assim, sem o brilho recente de Maicon, desta vez mais contido e com inesperados erros de passe e bolas perdidas na intermediária. Na volta, o Flamengo não revertia de saída o controle de jogo do anfitrião, o que só foi acontecer quando Maurício Barbieri mexeu em peças. Saíram Marlos e Uribe, este muito mal todo tempo, entraram Vitinho e Lincoln. Com peças mais efetivas na frente, os meias do Flamengo passaram a ter com quem jogar. A movimentação de Éverton Ribeiro, LUcas Paquetá e Diego tonteou os marcadores gremistas. Sem Everton, que saiu machucado, não houve mais para quem dar a bola em busca do contra-ataque. Jael não entrou melhor do que André, Marinho pela esquerda é menos da metade do que pelo outro lado. O Flamengo, quando empatou, já havia construído duas chances reais. Só na terceira o menino Lincoln completou um lance muito bem tramado pelo corredor direito da defesa do Grêmio.

 

    Como não há gol qualificado, Grêmio e Flamengo vão em igualdade de condições para o Maracanã. É possível até atribuir leve favoritismo ao Flamengo por conseguir materializar o fator local no lendário e reformado estádio ao longo deste 2018. Geromel confessou sabor de derrota ao fim do primeiro jogo, faz sentido. O Flamengo comemorou feito vitória, o que também se justifica. Serão outros 90 minutos de competição intensa entre times que guardam muitas semelhanças em seu conceito de futebol.

Fonte: Globo Esporte
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