Atualizado 07/05/2018

Milho e soja têm os maiores preços desde dezembro de 2016

Região Oeste concentra a maior produção de soja no estado, com 522 mil toneladas em 148,2 mil hectares

Julio Cavalheiro / Secom
Julio Cavalheiro / Secom

    A valorização nos preços de milho e soja é comemorada pelos agricultores do estado.

 

    Os produtores que decidiram investir na plantação de grãos já recebem em torno de R$ 77 pela saca de soja e R$ 35 pela saca de milho — os maiores preços desde dezembro de 2016.

 

    Principal insumo para abastecer as cadeias produtivas de carnes, o milho é o grão de ouro de Santa Catarina.

 

    Com um consumo de seis milhões de toneladas por ano e uma produção que gira em torno de três milhões de toneladas, Santa Catarina é o maior importador de milho do país.

 

    Se de um lado as agroindústrias, suinocultores e avicultores pagam mais caro pelo grão, do outro, os produtores de milho comemoram a alta nos preços.

 

    O cenário da produção de milho no país é complexo, e fatores como o crescimento das exportações brasileiras de grãos, o milho destinado à fabricação de etanol e a perda de área plantada na safra de verão levaram os preços do insumo aos maiores patamares desde 2016. “No setor produtivo de proteína animal, produtores e consumidores de grãos devem formar uma parceria que se fortaleça quando existe rentabilidade para ambos”, ressalta o secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies.

 

    Os preços de hoje costumam interferir também na próxima safra de milho. Normalmente, em anos em que o preço é baixo, como foi em 2017, os produtores acabam não investindo na produção de milho e buscando culturas mais rentáveis, o que diminui a oferta do grão no país. E foi justamente isso que aconteceu em Santa Catarina. Esta safra tem uma área plantada 14,4% menor e a produção deve cair 20,5% em relação ao ano anterior.

 

Soja

 

    Principal concorrente do milho nas lavouras catarinenses, a soja ganha cada vez mais espaço no estado. Nesta safra, Santa Catarina deve chegar a 706 mil hectares cultivados, com uma produção de 2,5 milhões de toneladas — 4,7% a mais do que no último ano.

 

    A região Oeste — principalmente em torno de Xanxerê — concentra a maior produção do estado, com 522 mil toneladas em 148,2 mil hectares. É também nesta região que se observa uma diminuição de 25,5% na área plantada de milho. Os preços da saca de soja são os maiores desde julho de 2016 e já chegam a uma média de R$ 77 a saca.

Fonte: Oeste Mais
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