Atualizado 15/01/2018

Responsável pela Vigilância Epidemiológica de Caibi esclarece dúvidas sobre hanseníase

Edimara Conte Portes concedeu entrevista à 96.7FM

Divulgação
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A hanseníase, comumente conhecida como lepra, é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae, ou bacilo de Hansen, que lesiona os nervos periféricos e diminui a sensibilidade da pele. Celebrado sempre no último domingo de janeiro, o Dia Mundial do Hanseniano tem como objetivo reduzir o preconceito contra os portadores da doença.

Conforme a Técnica em Enfermagem Edimara Conte Portes, responsável pela Vigilância Epidemiológica de Caibi, geralmente, o distúrbio provoca manchas esbranquiçadas em áreas como mãos, pés e olhos, mas pode afetar o rosto, as orelhas, nádegas, braços, pernas e costas. “A doença tem cura, porém exige tratamento prolongado para não desencadear problemas ao paciente ou a transmissão da bactéria para indivíduos de convívio próximo. Nos dias de hoje, sabe-se que não há necessidade do isolamento dos indivíduos, pois o SUS fornece a medicação necessária para recuperação dos portadores da hanseníase”, explica.

A hanseníase é uma doença causada pela bactéria Mycobacterium leprae, ou bacilo de Hansen, um parasita que atinge especialmente as células da pele e células nervosas. A bactéria penetra o organismo por meio das vias respiratórias ou secreções como a saliva, sendo transmitido da mesma forma, até se instalar nos nervos periféricos e na pele. O tempo de incubação é lento, levando da contaminação até o surgimento dos sintomas, em média, de dois a cinco anos. A contaminação do vírus pode ocorrer a partir da exposição das condições higiênicas inadequadas ou do contato íntimo com o portador sem tratamento.

Segundo Edimara, “a hanseníase se manifesta através de sinais e sintomas dermatológicos e neurológicos. As alterações neurológicas, quando não diagnosticadas e tratadas adequadamente, podem causar incapacidades físicas e deformidades”. A doença atinge a pele e os nervos periféricos, porém, ela também pode acometer outras regiões, como os olhos (o que pode causar cegueira), cílios e sobrancelhas, os tecidos do interior do nariz, planta dos pés e, eventualmente, alguns órgãos. Com o período de incubação lento, o indivíduo pode se contaminar com a bactéria e somente manifestar anos depois.

“Nunca se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente ele poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico”, orienta.

A hanseníase detém o título de uma das doenças mais antigas da história da humanidade, com relatos que datam até 1350 a.C. O registro oficial aconteceu somente em 1873, pelo médico norueguês Gerhard Armauer Hansen, responsável pela identificação do bacilo causador da doença.

Fonte: Andrieli Severo - Rádio Caibi
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