Atualizado 03/12/2018

Aumenta expectativa de vida e cai mortalidade infantil em SC

Santa Catarina tem a mais elevada esperança de vida e a segunda menor taxa de óbitos em crianças entre os Estados, aponta IBGE

Divulgação
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Uma pessoa nascida em Santa Catarina em 2017 tinha expectativa de viver, em média, até os 79,4 anos. Com essa média, que cresceu na comparação com 2016 (79,1 anos), Estado segue como o mais longevo do país. Os dados são das Tábuas Completas de Mortalidade, divulgadas nesta quinta-feira pelo IBGE.

 

    Depois de SC, vem Espírito Santo (78,5 anos), Distrito Federal (78,4 anos) e São Paulo (78,4 anos). No outro extremo, com as menores expectativas de vida, estão Maranhão (70,9 anos) e Piauí (71,2 anos).

 

    A tendência é que esse aumento continue de forma gradual e cada vez mais lenta, uma vez que o salto dado no passado foi fruto, sobretudo, de uma forte queda na mortalidade infantil, acredita o pesquisador do IBGE Marcio Minamiguchi:

 

    — Inicialmente, os ganhos se davam pela redução da mortalidade entre os mais jovens, em função da própria natureza dos óbitos. É algo que não necessita de grandes avanços tecnológicos, como a consciência de que é necessário dar água potável para as crianças. O próprio soro caseiro foi importante na década de 1980.

 

    SC tem a maior esperança de vida tanto para os homens como para mulheres. Entre os homens catarinenses, a esperança de vida ao nascer é de 76,1 anos , em 2016 era de 75,8. No país a média é de 72,5 anos. Já as mulheres catarinenses têm expectativa maior, chegam a 82,7 anos. O país registra média de 79,6 anos.

 

    Taxa de mortalidade cai

 

    A taxa de mortalidade infantil, entretanto, manteve sua trajetória de queda em 2017: de 13,3 a cada mil nascidos vivos em 2016 para 12,8 no país. Em Santa Catarina também houve queda, de 9,2 em 2016 para 8,9 em 2017. Com essa taxa, SC aparece empatado em segundo lugar com Paraná com os menores índices.

 

    A menor taxa de mortalidade infantil foi encontrada no Estado do Espírito Santo, 8,4 óbitos de crianças menores de 1 ano para cada mil nascidos vivos, e a maior pertenceu ao Estado Amapá, 23 por mil.

 

    A tendência, segundo Minamiguchi, é que os óbitos se concentrem cada vez mais nas crianças de até um ano, cujas mortes são causadas, predominantemente, por questões congênitas, como a má formação.

 

    — No grupo de 1 a 4 anos, predominam causas ligadas ao ambiente em que a criança vive, como a falta de saneamento básico. No grupo de até 1 ano, temos muitos óbitos que ocorrem nas primeiras semanas de vida da criança, causadas sobretudo por doenças congênitas — explica.

 

    A queda na mortalidade infantil nas últimas sete décadas está amplamente relacionada ao aumento da expectativa de vida. Enquanto a taxa de mortalidade infantil caiu de 146,6 (1940) para 12,8 (2017), a esperança de vida ao nascer foi de 45,5 anos (1940) para 76 anos (2017) no Brasil.

 

    O que é

 

    A Tábua de Mortalidade é usada como um dos parâmetros para determinar o fator previdenciário, no cálculo das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social. O estudo é divulgado anualmente pelo IBGE.

Fonte: Diário Catarinense
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