Atualizado 12/02/2019

Celesc irá verificar medidores de 1,2 mil catarinenses

Também haverá perícia no sistema de abastecimento da companhia

Imagem Ilustrativa
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A reunião desta quinta-feira entre representantes do Ministério Público, Procons e Celesc definiu os próximos passos do inquérito civil instaurado na semana passada para apurar o aumento excessivo nas contas de energia elétrica em Santa Catarina.

 

    Serão três ações principais que têm prazo de dois meses para serem cumpridas: verificação de medidores de 1,2 mil unidades consumidoras, perícia no sistema de abastecimento da Celesc e criação de uma cartilha educativa para redução do consumo de luz.

 

    A escolha dos consumidores que terão o medidor verificado ocorreu após análise das cerca de duas mil reclamações feitas ao Procon e à Central de Atendimento da Celesc.

 

    As faturas com o valor mais discrepante e os moradores de baixa renda, que terão dificuldade em pagar o aumento na fatura, tiveram prioridade na seleção. A verificação será feita pela própria Celesc, já que o Procon não tem servidores para acompanhar o procedimento.

 

    O sistema de abastecimento da Celesc também será periciado para identificar possíveis problemas ou irregularidades. Conforme o promotor Marcelo Brito de Araújo, que participou da reunião, haverá inspeção para verificar se a quantidade energia que entra no sistema condiz com a saída, além de outras vistorias técnicas.

 

    — Estamos aprofundando as investigações, tentando encontrar um motivo que tenha causado esse excesso de aumento de cobrança. Alguns a gente já sabe que foi pelo consumo real, outros pode ter sido por algum erro de leitura. E claro que também houve aumento da carga tributária e outras questões que não competem à Celesc — afirma Marcelo Brito de Araújo.

 

    A reunião na tarde desta quinta durou cerca de três horas e foi mediado pelos promotores Marcelo Brito de Araújo e Greicia Malheiros de Souza, coordenadora do Centro de Apoio Operacional do Consumidor. Ainda houve participação de diretores da Celesc, vereadores de Florianópolis, representantes do Procon Estadual e sedes municipais, do Fórum de Procons de Santa Catarina e da Associação de Consumidores do Estado de Santa Catarina (Acesc).

Fonte: Diário Catarinense
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