Atualizado 14/03/2019

Laudo comprova que agrotóxico causou morte de abelhas em SC

A morte de abelhas por agrotóxicos é um problema mundial

Divulgação Epagri
Divulgação Epagri

Amostras enviadas a análise pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) demonstraram que a morte repentina de abelhas no Planalto Norte, desde janeiro, foi causada por agrotóxicos.

 

    Os testes apontaram a presença de fipronil, um inseticida de uso veterinário e agrícola, aplicado em diversas culturas – em especial na soja. O mesmo produto foi responsável pela mortandade de abelhas no Rio Grande do Sul nos últimos meses.

 

    A morte de abelhas por agrotóxicos é um problema mundial. O inseticida fipronil, que apareceu nas amostras em SC, foi apontado como causa para a perda de milhões de abelhas no Uruguai, recentemente, e na França, onde a substância foi proibida na agricultura.

 

    Além do fipronil, pelo menos uma amostra, retirada de colmeias em Rio Negrinho, apresentou traços de um fungicida, trifloxistrobina, e outro inseticida, o triflumuron. Os casos são tratados como isolados pela Secretaria de Estado de Agricultura e Pesca, e não têm impacto significativo sobre a produção total de mel no Estado, que no ano passado foi de 8 mil toneladas. Mas acendem o sinal de alerta.

 

    A morte repentina foi percebida pelos apicultores em meados de janeiro.

 

    Foram perdidas cerca de 20 milhões de abelhas em 300 colmeias, nas cidades de Canoinhas, Monte Castelo, Rio Negrinho e Itaiópolis, todas no Planalto Norte. A Epagri também recebeu relatos recentes em José Boiteux, no Alto Vale do Itajaí, e em Lebon Régis, no Meio-Oeste, que ainda precisam ser investigados.

 

    Santa Catarina é o terceiro maior produtor de mel no Brasil, e o Estado que mais exporta.

 

    Hoje, 99% do mel catarinense que é enviado ao exterior é certificado como orgânico, por isso a Secretaria de Estado de Agricultura é cuidadosa ao tratar sobre a perda de colmeias por produtos químicos. Ressalta que o Estado tem hoje 9,7 mil produtores, e 315 mil colmeias em produção. O que significa que a mortandade ocorreu em menos de 10% das colmeias ativas.

 

    — Temos que ter muito cuidado, e ressaltar que nessas condições (com a morte das abelhas) o mel não é aproveitado — diz o secretário adjunto de Agricultura e Pesca, Rodrigo Miotto.

Fonte: Diário Catarinense
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