Atualizado 08/11/2018

Número de mortes por gripe A em 2018 em SC supera o de 2017

Maioria das vítimas não tomou vacina. Dados são da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive-SC)

Divulgação
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O número de mortes por gripe A em 2018 superou o de 2017 em Santa Catarina. A maioria das vítimas não se atentou para a necessidade da vacina. O vírus nunca para de circular, independentemente da época do ano.

    

    Em todo o ano de 2017, 39 pessoas morreram com a doença. Em 2018, até esta segunda, foram 55. Um aumento de 41%.

 

    "Avaliamos que seja a extensão do inverno. Nós tivemos um inverno mais rigoroso e que ainda persiste ao longo dos meses até o final do ano", afirmou a gerente de Imunização da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive-SC), Vanessa Vieira da Silva.

 

    Doentes crônicos

 

    Entre essas pessoas que morreram por conta da gripe, um aspecto chama a atenção: 80% delas tinham alguma doença crônica e, mesmo fazendo parte do chamado grupo de risco, não se vacinaram.

 

    "Muitas vezes, o doente crônico não se identifica como crônico e como fator de risco. Algumas vezes, o paciente nem sabe que é doente crônico", afirmou a gerente de Imunização.

 

    São doenças como diabetes, hipertensão e obesidade que podem elevar a gripe a um outro patamar, bem mais grave.

 

    Vacina

 

    O médico infectologista Antônio Miranda acha que as pessoas não levam a doença a sério.

 

    "As pessoas, às vezes, subestimam um pouco a gripe porque na maioria dos casos é uma doença benigna. Mas a mortalidade é muito alta e vem crescendo a cada ano que passa. Exatamente ou porque as pessoas não se vacinam, aquelas pessoas que têm indicação de vacinar não tomam a vacina, ou porque quando contraem a gripe, não procuram os primeiros socorros precocemente. Em qualquer doença, o tratamento precoce é fundamental".

 

    A vacina continua sendo a melhor proteção. Nessa época do ano, ela fica disponível na rede particular. Nos postos de saúde, só para grávidas.

 

    "Quanto maior o número de pessoas vacinadas, menor a circulação do vírus, desses vírus que causam doenças graves. Menor a circulação, menos pessoas vão ser acometidas", disse o médico infectologista.

Fonte: NSC/TV
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