Atualizado 08/11/2018

Reabertura do mercado russo traz expectativa de melhora para suinocultura

Ministro da Agricultura anunciou nesta quarta a retomada das exportações

Divulgação
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O anúncio de que a Rússia vai reabrir o mercado para importação das carnes suína e bovina do Brasil é uma boa notícia para a suinocultura catarinense, disse o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Airton Spies. "A Rússia e um dos mercados mais importantes do mundo, anima bastante os produtores", declarou.

 

    A medida vai beneficiar, a princípio, uma agroindústria do estado, afirmou o secretário. Santa Catarina é o maior produtor do Brasil desse produto e tem 12,5 milhões de suínos.

 

    A notícia sobre a reabertura foi dada pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi, nesta quarta-feira (31). A informação foi divulgada em um vídeo distribuído por ele pelo WhatsApp.

 

    O diretor-executivo do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina (Sindicarne), Ricardo de Gouvêa, também vê o anúncio de forma positiva. "Pode ajudar na recuperação das agroindústrias e dos produtores".

 

    O secretário catarinense disse que a retomada beneficia todas as empresas porque redistribui a carne suína no mercado brasileiro e internacional e que, com esse novo mercado, "há uma rede de distribuição de carne suína e reduz a pressão de baixa nos preços".

 

    Com a reabertura no final de 2018, a expectativa do sindicato é que em 2019 o mercado de exportação de carne suína catarinense para a Rússia esteja normalizado.

 

    Exportação para a Rússia

 

    O embargo russo às carnes brasileiras estava em vigor desde dezembro do ano passado. À época, a Rússia afirmou que a medida se devia à detecção na carne exportada de substâncias como ractopamina e outros estimulantes para o crescimento da massa muscular dos animais.

 

    Enquanto durou o embargo, a China aumentou as importações este ano da carne suína catarinense, afirmou o secretário. Em 2017, de janeiro a novembro, o estado exportou 102 mil toneladas do produto à Rússia, o que rendeu U$ 269 milhões. Em 2016, foram exportadas 90 mil toneladas.

Fonte: G1/SC
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