Atualizado 28/01/2019

Suspensão da exportação de frango para a Arábia Saudita afeta 19 indústrias de SC

O volume de prejuízo para o Estado ainda é incalculável

Divulgação
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A suspensão dos certificados de exportação para a Arábia Saudita atinge 19 empresas de Santa Catarina.

 

    O número foi divulgado nesta quarta-feira (23) pela Associação Catarinense de Avicultura (Acav), com base em dados do Ministério da Agricultura.

 

    Entre elas, três indústrias tinham exportação ativa, ou seja, possibilidade de acordos comerciais para enviar aves nos próximos meses.

 

    Uma das empresas fica em Lages, na Serra, uma em Concórdia e outra em Chapecó, no Oeste do Estado.

 

    O motivo para a suspensão teria sido uma movimentação de exportações baixa, em relação ao total importado pela Arábia Saudita.

 

    A Acav esclareceu que a indústria de Itaiópolis, no Norte, que havia sido citada pela associação na terça-feira, não faz parte da lista de suspensões. Continuará enviando frangos para a Arábia Saudita, assim como outras quatro indústrias catarinenses _ cinco mantiveram a certificação.

 

    O volume de prejuízo para o Estado ainda é incalculável, segundo Jorge de Lima, diretor executivo da Acav, porque as empresas não repassaram os números previstos de exportação. Entre as 19 indústrias que perderam a certificação, algumas estão desativadas.

 

    Mas o prejuízo vai além do setor produtivo. Os portos catarinenses também serão afetados pois atuam fortemente no envio de cargas refrigeradas ao exterior. A exportação de aves representou, no ano passado, 28% da movimentação nos portos de Itajaí e Navegantes.

 

    No setor, há preocupação com o destino da produção. A indústria que fica no oeste, por exemplo, deixou de ser inspecionada pelos árabes em 2018 porque estava em lay off, ou seja, com os trabalhos temporariamente suspensos. A empresa, que exporta perus, retomou recentemente as atividades.

 

    A intenção da Acav é integrar uma missão do setor produtivo para a Arábia Saudita no mês que vem. As negociações são feitas em parceria com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), governo federal e estadual.

Fonte: Diário Catarinense/ NSC TV
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